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quinta-feira, 1 de julho de 2010

A LIÇÃO DA BORBOLETA

A Lição da Borboleta

Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
Um homem sentou e observou a borboleta por várias
horas, conforme ela se esforçava para fazer com que
seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não
conseguia mais. Então o homem decidiu ajudar a
borboleta. Ele pegou uma tesoura e cortou o restante do
casulo. A borboleta, então, saiu facilmente. Mas seu corpo
estava murcho. Era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta, porque ele
esperava que, a qualquer momento, as asas dela se
abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o
corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida
rastejando, com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela
nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar,
não compreendia era que o casulo apertado e o esforço
necessário à borboleta para passar através da pequena
abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido
do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que
ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre
do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em
nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas
vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados.
Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido.
Nós nunca poderíamos voar.

Eu pedi Força...
e Deus me deu Dificuldades para me fazer forte.
Eu pedi Sabedoria...
e Deus me deu Problemas para resolver.
Eu pedi Prosperidade...
e Deus me deu Cérebro e Músculos para trabalhar.
Eu pedi Coragem...
e Deus me deu Perigo para superar.
Eu pedi Amor...
e Deus me deu pessoas com Problemas para ajudar.
Eu pedi Favores...
e Deus me deu Oportunidades.


Eu não recebi nada do que pedi,
mas EU RECEBI TUDO QUE PRECISAVA...

(desconheço o autor)


A PIPA E A FLOR

A Pipa e a Flor

Os Caminhos para o Amor

Poucas pessoas conseguiram definir tão bem os caminhos do amor como Rubem Alves, numa fábula surpreendente, cujos personagens são uma pipa e uma flor...

A história começa com algumas considerações de um personagem que deduzimos ser um velho sábio.Ele observa algumas pipas presas aos fios elétricos e aos galhos das árvores e afirma que é triste vê-las assim, porque as pipas foram feitas para voar.

Acrescenta que as pessoas também precisam ter uma pipa solta dentro delas para serem boas.

Mas aponta um fator contraditório, para voar, a pipa tem que estar presa numa linha e a outra ponta da linha precisa estar segura na mão de alguém.

Pode-se-ia pensar que, cortando a linha, a pipa pudesse voar mais alto, mas não é assim que acontece.

Se a linha for cortada, a pipa começa a cair.

Em seguida, ele narra a história de um menino que confeccionou uma pipa.Ele estava tão feliz, que desenhou nela um sorriso...

Todos os dias, ele empinava a pipa alegremente.A pipa também se sentia feliz e, lá do alto, observava as outras pipas que também voavam.

Um dia, durante o seu vôo, a pipa viu lá embaixo uma flor e ficou encantada, não com a beleza da flor, porque ela já havia visto outras mais belas, mas alguma coisa nos olhos da flor a havia enfeitiçado.

Resolveu então romper a linha que a prendia à mão do menino e dá-la para a flor segurar.Quanta felicidade ocorreu depois.

A flor segurava, a linha, a pipa voava, na volta contava para flor tudo o que virá.

Acontece que a flor começou a ficar com inveja e ciúme da pipa.Invejar é ficar infeliz com as coisas que os outros tem e nós não temos, ter ciúme é sofrer por perceber a felicidade do outro quando a gente não está perto.

A flor por causa desses dois sentimentos começou a pensar se a pipa me amasse mesmo, não ficaria tão feliz longe de mim...

Quando a pipa levantava seu vôo, a flor não mais se mostrava feliz, estava sempre amargurada, querendo saber com que a pipa estivera se divertindo...

A partir daí, a flor começou a encurtar a linha, não permitindo à pipa voar alto.

Foi encurtando a linha até que a pipa só podia mesmo sobrevoar a flor.

Está história, segundo o autor conta, ainda não terminou e está acontecendo em algum lugar neste exato momento...

Há três finais possíveis para ela:

1-A pipa, cansada pela atitude da flor, resolveu romper a linha e procurar uma mão menos egoísta.

2- A pipa, mesmo triste com a atitude da flor, decidiu ficar, mas nunca mais sorriu.

3-A flor, na verdade era um ser encantado.O encantamento quebraria no dia em que ela visse a felicidade da pipa e não sentisse inveja nem ciúme.Isso aconteceu num belo dia de sol e a flor se transformou numa linda borboleta e as duas voaram juntas...

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